Adoro esse frio na barriga, essa de não saber o que a outra pessoa quer. Um boa noite, o esbarrar dos ombros, a troca de olhares por longas horas... Todo esse suspense, o encontro de nossos olhos tímidos, nossos sorrisos bobos, o cessar das palavras e o encontro de nossos lábios. O primeiro beijo, este que é esperado há tempos. Inesquecível. O bairro antes lotado, agora, encontra-se, assim, só nosso... Não consigo enxergar nada além de você. A caminhada para um lugar mais reservado. Ah, meu corpo clama para encontrar o seu e quando acontece... Nossa! Nem sei o que pensar. Na verdade, sei bem. Entre beijos e suspiros, desejo-te cada vez mais, mas a hora passa... Já é tarde, preciso partir. Despeço-me com saudade. Não vejo a hora de te reencontrar.
Encontro marcado. 19h30min. As horas que não passam. Ao fundo, a voz suave de Vanessa conforta-me. E vejo o tempo parar. Parar. O tempo pirraça. Consigo identificar outro som, eis que o telefone toca insistentemente. Os pés gelam. É você. Engraçado é tentar permanecer calma enquanto desmarcas o nosso encontro. Agora, o que fazer? Pirraça penso eu, é coisa de criança desesperada, não o sou. Ou sou? Bem, iria ver bons e velhos amigos. Espero que não tenham desistido de sair. Droga! Deixaram-me também. Agarro-me com Moysés Nussenzveig noite adentro. As lembranças da semana passada afloram. Guardo na boca, o gosto do beijo. Eu sinto a falta de você, me sinto só, e aí? Será que você volta? Tudo a minha volta é triste.
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